Dr. Thiago Monaco - (11) 5051-5572 (cons) ou 3394-5007 (Hosp. Sírio Libanês)
Principal arrow Diversos arrow Por que Procurar um Médico Particular?

Por que Procurar um Médico Particular? Imprimir E-mail
Escrito por: Dr. Thiago Monaco – dr.thiago@envelhecerbem.com   

"Por que pagar uma consulta médica se meu plano de saúde, que pago em dia e custa caro, me dá o direito de procurar consultas médicas? É bem verdade que, muitas vezes que eu ligo para um telefone do livrinho do convênio, eu descubro que este está desatualizado ou quando ligo para um consultório descubro que um médico não vai mais atender meu plano de saúde. Por que os médicos fazem isso comigo?"

Os médicos não estão fazendo isso com seus pacientes, estão fazendo isso com os planos. Imagine a situação contrária: eu me dediquei ao estudo da medicina e da geriatria desde muito cedo, me esforcei, frequentei a universidade número 1 do Brasil, fiz cursos no exterior, passei longas noites estudando e ainda o faço, me especializei, conquistei título de especialista em Geriatria, fiz doutorado também na USP. Gosto do que faço, atendo com calma e dedicação. Os "melhores convênios" oferecem valores que, uma vez descontados os impostos e os custos (afinal, a remuneração pode ser por convênio, mas os gastos com aluguel de sala, secretária, papelaria e telefone, etc., são todos particulares) - não me sobra dinheiro para comprar nem uma pizza. De mozzarella. Sem exagero nenhum. Não é o que os convênios contam ao paciente, não é mesmo?

Eu valorizo meus pacientes, mas também me valorizo. Por isto não atendo a convênios. Mas esta é a minha razão para não atender, não necessariamente a sua razão para me remunerar. Além do fato de não ser nada fácil conseguir agendar consulta com o geriatra no convênio, além do fato de muitos pararem de atender convênio assim que conseguem, além do fato de todo paciente já ter passado por "consultas-relâmpago", por que alguém pagaria o médico se o convênio oferece este serviço sem necessidade de nenhum outro pagamento?

Eu mesmo já me fiz esta pergunta. Para entender a razão da dúvida, o raciocínio é mais ou menos este: médicos particulares cobram bons honorários; pessoas que podem pagar bons honorários em geral possuem bons planos ou seguros de saúde; logo, normalmente têm direito a consultar os médicos que seus planos de saúde indicam sem desembolsar por isto um único centavo sequer. Por que ter um médico particular?

Há muitas boas razões para o fazer.

Vejamos: os bons honorários cobrados em média por um bom médico particular em geral são muito maiores do que mesmo os bons planos de saúde pagam aos seus médicos, como reflete uma reportagem feita pela revista Veja São Paulo. Esta mesma reportagem mostra que há reflexos: a grande maioria das consultas por plano de saúde é extremamente rápida e superficial, pois os médicos precisam atender a grande número de pacientes para pagar suas contas e ter um dinheiro no fim do mês. Isto não acontece com uma boa consulta particular, e esta é uma realidade da medicina atual. No meu consultório, por exemplo, a proposta é dar o melhor atendimento possível a cada um dos meus pacientes. Por isto, atendo consultas que são marcadas com uma hora de duração e não raro demoram mais do que uma hora. Quando eu marco visitas em casa, uma primeira avaliação dura tipicamente entre uma hora e meia e duas horas. Em casa, quando necessário, também podemos avaliar o ambiente do paciente idoso e propor modificações que potencializem sua funcionalidade e facilitem o seu cuidado.

Queixa/conduta ou Avaliação Global?

É infelizmente comum em uma consulta no convênio o médico abordar exclusivamente a queixa trazida a ele e propor uma conduta baseada na queixa; entre os médicos, nós conhecemos este tipo de atendimento como atendimento queixa/conduta. No meu consultório eu também abordo a queixa do paciente, mas eu sempre a abordo dentro do contexto global da sua saúde, o que muitas vezes pode inclusive mudar a conduta proposta; também não deixo de aproveitar cada consulta para fazer o que chamamos de Promoção de Saúde. Nestas consultas, eu realizo uma Avaliação Geriátrica Global, ou seja, além de procurar dar conta da queixa clínica (afinal, foi ela que motivou a consulta), eu avalio o estado funcional do paciente, pesquiso potenciais riscos para seu envelhecimento saudável, realizo uma entrevista clínica detalhada, faço a revisão dos medicamentos (todos) em uso, faço um levantamento do histórico pessoal e familiar, avalio o estado mental do paciente, faço um exame físico detalhado dos principais órgaos e sistemas, avalio o equilíbrio e a marcha do paciente idoso, pesquiso risco de quedas, reviso todos os últimos exames que me são trazidos e por fim, além de buscar responder à queixa da melhora forma que existe, faço uma programação de saúde, reviso quais medicamentos podem estar interferindo uns nos outros e peço os exames que são necessários, ou seja, aqueles que de fato vão ajudar no acompanhamento dos meus pacientes. Converso sobre o que é envelhecer com saúde e a importância de bons hábitos de vida, como não fumar, alimentar-se bem e fazer exercícios. Fazer tudo isto da melhor forma possível leva tempo.

Atualização

Um bom médico particular consegue dedicar um bom tempo aos seus pacientes, pagar seus custos e ter um bom ganho financeiro. Para manter-se um bom médico, muitos fazem pós-graduação, frequentam congresssos médicos no Brasil e no exterior (arcando com custos de viagem e inscrição em congressos, bem como o custo de ficar sem trabalhar naqueles dias), mas ele pode reinvestir uma parte daquilo que recebeu. Por isto, bons médicos particulares estão sempre atualizadíssimos. Alguns são professores universitários, o que também os obriga à constante atualização, e muitos são pesquisadores na área em que clinicam, o que os mantém constantemente lendo e revisando a produção científica mundial naquele assunto. O bom médico pode investir em si próprio.

Existem ainda outros motivos para se procurar um médico particular: além de me atualizar e me dedicar ao máximo a cada atendimento, pelo próprio fato de dedicar muito tempo a cada paciente, eu atendo proporcionalmente muito menos pacientes do que quem atende a cada 15 minutos ou menos. Isto significa que fico muito tempo com relativamente menos clientes, e o resultado é que eu realmente acabo conhecendo meus pacientes e sua saúde.

24 horas por dia, 365 dias por ano

Emergência não escolhe hora para acontecer. Ou, como alguns dizem, escolhe as horas mais difíceis de se encontrar quem nos oriente. Por isto, todos os meus pacientes possuem, além do telefone do consultório, o meu telefone celular, que fica ligado 24 horas por dia. Isto faz grande diferença para o paciente idoso. Sempre que eu viajo eu designo um colega igualmente competente para dar a assistência que seja necessária aos meus pacientes. Este colega ou ficará com meu celular ou o número de celular dele estará com a minha secretária e na caixa postal do meu celular. Isto significa que durante as 24 horas do dia, nos 365 dias do ano, os meus pacientes sabem para quem ligar para pedir orientação ou auxílio médico. Nada pior do que não saber a quem recorrer em uma hora difícil.

Diferentes locais, o meu médico sempre

Eu atendo no consultório,  faço visitas isoladas para avaliação de pacientes internados, interno pacientes em meu nome, preferencialmente no Hospital Alemão Oswaldo Cruz e faço visitas no domicílio ou no escritório. Isto garante que os pacientes que eu atendo poderão ser seguidos por quem conhece sua saúde e pode melhor interpretar uma eventualidade clínica. Além disto, se um dia meus pacientes do consultório não podem mais se locomover até ele, eles têm a garantia de já conhecer o médico que o acompanhará em casa. Importante esclarecer, mesmo o paciente que está internado pelo convênio tem o direito de ser visitado ou seguido por seu médico particular.


Dr. Thiago Monaco
Al. dos Jurupis, 452, sala 64 - São Paulo - SP
Fone: (11) 5051-5572


Deixe seu comentário sobre o texto!

Comentado por em 2009-12-16 10:38:47
Exatamente o que penso a respeito da consulta médica. O médico, conhecendo seu paciente, mais facilmente poderá diagnosticar corretamente algum problema de saúde. Muitas vezes, o médico pode ser levado a interpretar erroneamente alguns sintomas, pela indução do próprio paciente e pelo pouco tempo de exposição dos fatos. Mas, na verdade, o que precisamos é que os planos de saúde remunerem melhor os médicos e que ampliem seu quadro de profissionais para o atendimento devido aos beneficiarios. Infelizmente não temos a quem recorrer e na hora da doença, aí é que vemos o quanto estamos desamparados e até sendo vítimas de falta de ética de pretensos profissionais. Vamos aguardar que venha alguma mudança que faça valer nossos direitos. Obrigada pelo seu esforço particular. Rosana Furtado

Comentado por ThearTal-online em 2010-10-03 20:25:32
Aprendi muito 

Comentado por em 2011-01-07 06:29:50
Realmente, esse seria o médico ideal. Fico feliz em saber que existe profissional dessa forma mesmo que sejam raros. Apreciei a conduta deste profissional e acredito que como todos, eu gostaria de ter um médico desse.  
Moro na Noruega e aqui o sistema de saúde é o mais "falido" que já conheci. Os médicos não têm conhecimento de nada, não há responsabilidade civil (cometem erros absurdos e nd acontece), não há vagas p consultas, o paciente espera normalmente de 2-3 meses p se conseguir. Fa?o meu "check up" qd vou ao Br e confio nos médicos daí.

Comentado por em 2011-01-11 10:34:59
Tudo que foi escrito é a pura verdade. Infelizmente, mesmo com planos de saúde cobrando um absurdo dos seus associados, na hora de uma emergência, nos vemos totalmente perdidos, não sabendo que atitude tomar e a quem recorrer. A maioria dos médicos que atendem os pacientes de planos de saúde, não dão os telefones de contato para uma eventual emergência. Ficamos apenas com o telefone do consultório, que fora do horário, não tem como entrar em contato com o médico. Principalmente, quando se trata de uma pessoa idosa, com Alzheimer, não podemos confiar no plantonista de Pronto Socorro, que geralmente, não entende quase nada desta doença e muito menos, sabe lidar com o paciente. Por isso, além de pagar o plano de saúde para no caso de precisar de internação, devemos fazer uma poupança para pagarmos um bom geriatra na nossa velhice e estarmos seguros quanto a nossa saúde, Abraços. Regina
Seu nome / seu e-mail